segunda-feira, 20 de abril de 2015

Imagens


Com recorrência vêm à memória,
marcantes momentos de infância, 
enormes em felicidade e abundância,
tão grande era o desejo de vitória.

Défice de bens materiais foi o motivo, 
em sonhos tantas vezes se cruzavam,
com ambição e interesse expressivo, 
em pueril sono tranquilo se replicavam.

De vivências oníricas efémeras é certo, 
desfrutadas com intensidade imensa, 
diversão noctívaga frustre a descoberto, 
desejo de conquista que recompensa.

Trilhos vezes sem conta percorridos 
em albarda burras duas divididos,
os novos ladeados pelos mais velhos, 
não vão para trás ficar os fedelhos.

Sem cronómetro a escala se definia,
tempo de rega a cada um se marcava,
equilibrado o labor que se distribuía, 
outro da pesca ou banho desfrutava.

Tapa olhos na burra que voltas dava, 
a água que menos ou mais corria, 
com a verga por vezes chicoteada, 
quando a pressa sempre conviria.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Conversa entre fãs do Ignis

-Parabéns Miguel pelo excelente resultado que obtiveste, pois já me informaram que chegaste colado à roda do Ignis. O que é um feito notável!

-Obrigado, mas só o consegui, pois o Ignis não tem treinado nada. Senão, ficava muito mais distante. Ele é muito forte!

-O Ignis não tem treinado?
Tem alguma lesão?
É grave?
Bem, então admiro o seu espirito de sacrificio, mesmo com esses problemas fisicos todos, chegar na frente é surpreendente!
Só um atleta de eleição consegue ultrapassar essas adversidades!
Parabens Ignis!

-E teve um furo grave na bike, junto ao cemitério do Vinagre (Depois do Mucifal). Felizmente que o pneu só vazou uma vez...
Acho que a bike ficou assombrada quando chegou ao cemitério! Não é normal um furo aparecer e desaparecer tão depressa. Pode ter sido o espírito de alguma bicicleta falecida...

-Furou a meio da rampa/parede que dá acesso ao cemitério, não foi?
Essa zona está amaldiçoada, acontecem aí muitos furos.
Já há alguns meses atrás, nesse mesmo sitio, passei por uma situaçãio ainda de maior gravidade.
Quando cheguei ao topo da rampa, estava com a cara tão descorada, quase moribundo, que os camaradas que me acompanhavam, me aconselharam a largar ali a bicicleta, entregar a alma ao Criador e ficar já no dito cemitério a fazer tijolo!

-A sério?!? Será que também esteve prestes a acontecer o mesmo à inestimável KTM do Ignis? Esta é uma bike de 7 fôlegos! E esta bike é tão boa que os furos se remendam em menos de 1 minuto!

-Sabes que o Ignis é um rapaz muito batido nestas andanças. Conhece ja todos os truques das bikes e dos trilhos!

-Sim, mas esta de aparecer um furo de repente e desparecer logo a seguir, só pode ser assombração. E da grande, pois foi mesmo ao pé do cemitério! A subida antes do cemitério tem destas coisas. Foram fazer uma subida tão inclinada para quê? ...Se queriam passar a volta por um cemitério, porque é que não fizeram o cemitério cá em baixo no Mucifal? Mas foram construir o cemitério mesmo lá no alto. Se tivessem feito como disse, duvido que a assombração tivesse acontecido!

-Uma subida avinagrada, junto ao cemitério do vinagre...!..essa combinação não augura nada de bom. É um local a evitar... não vá o Diabo tecê-las...!‎...tecê-las!...não, furá-las...!

-Acho que se a KTM soubesse que ia subir aquilo tinha dado outra volta :-)
-O Miguel comigo não tem a minima ipotese!!! Partiu 50 lugares á minha frente, dei-lhe 10 km de avanço, depois passei por ele, e no reabastecimento esperei por ele, só que ele passou e não parou, logo a seguir passou o Sergio Lenir, depois a...cabei por arrancar, dando-lhe mais 2 minutos, acabando por o passar mais á frente, e colar-me ao Sergio Lenir c/ o Monte, depois vem a subida do vinagre p´ro cemiterio, onde o pneu da frente começou a vazar, no alto tive de parar p´ra encher a camara de gel, onde o Miguel voltou a passar a minha frente, só que depois voltei a passa-lo e disse-lhe: tchausinho Miguel encontramo-nos na meta, onde cheguei 5 minutos na frente, sem espinhas...!!!

-Durante a semana não andei de bike, ao contrario dele, que o vi a treinar!!! Eu queria apanhar era o Tó Zé, mas este raspou-se a sete pés, c/ o meu ameaço...! E depois diz-se de Agrestiano! É, e sempre será, Miuselense, não Agrestiano!!!!

-Confesso que desta, o Miguel conseguiu surpreender, chegar à meta colado a um atleta de alto rendimento, ufa!...se continuar assim, temo que em Santarém se possa rir e muito quando chegar à meta.

-Eu ontem fugi para não fazer figurinhas de triste e não passar vergonha. Médias de vinte e tal hora....já não tenho pernas para essas cavalgadas diabolicas.

-Eh! Eh! Eh! Ca ganda história. Mas como em cada história, há sempre uma grande fantasia. Eh! Eh! Eh! De qualquer forma, disfarçaste bem com a história do pneu, quando não aguentaste o ritmo dos primeiros! Quando estou aflito, desmonto da bi...ke, ponho o peito sobre o selim e fico a mexer na corrente e nos pedais, a fingir que tenho algum problema, até que consiga respirar normalmente. Não percebo para que é que foste arranjar desculpas com o furo. Fingias que ias beber água no abastecimento e paravas tranquilamente.

-Não te esqueças que a tua época acabou este fim-de-semana, e a minha começou há 15 dias. Se quiseres prolongar a tua época, podes fazê-lo até Santarém. Aí há registos iguais para todos, e não quem parte meia hora antes ou depois. As tuas desc...ulpas são bem conhecidas, por isso tens boa oportunidade de mostrares também o teu valor a andar de bike, pois aí vai ficar tudo registado. Ao todo já devemos ser uns 10 do BTT Terra Agreste para Santarém. Por isso, não dá para perceber porque é que não queres vir connosco. Se não vieres, está tudo dito…
antarém podia dissipar todas as duvidas.

-Começo a pensar que o Ignis é uma espécie de Fernando Mamede do Btt, na hora da verdade acontece sempre alguma coisa que o impede de brilhar a grande altura. Não será um flop?

-Não têm a minima ipotese, comigo!!! No proximo Domingo vai haver a voltinha das nozes, apareçam....c/ mochila grande, pois eu sou imbativel...!

-Com esta fiquei sem argumentos...! É por estas e por outras, que tem já um clube de fãs.

-Olha, agora é que disseste a maior verdade de todas: Nas nozes és imbatível!!! Mas podias ir a Santarém, pois o António este ano vai fazer os 52 km, e sempre podias pô-lo no lugar...

-Eu estava convencidissimo que este ano iriamos contar com o nosso campeonissimo Ignis. Foi ele que disse que este ano alinhava ou fui eu que sonhei?
Se não contarmos com a sua presença o pelotão fica mais pobre e a MARATONA FESTIVAL BIKE 2011 desce no rating!

-Sabes, António? A KTM está programada para andar bem só até ao final de Setembro. Depois, começa a ficar assombrada, e lá aparecem os furos, as nozes, as castanhas, etc... E o pior é que isso passa para o dono. Embora o pelotão vá ficar mais pobre em Santarém, o nosso campeoníssimo IGNIS vai marcar presença na feira. Mas acho que não vai andar porque é a um Sábado e no dia seguinte não pode ir às castanhas...

-Muito bem visto. Ele não sofrerá de agoraciclofobia, que são cagufas e ataques de panico de que alguns ciclistas padecem quando têm que integrar uma multidão de ciclistas?
Essa história de ir à feira, não será uma forma dissimulada de ...assobiar para o lado?.
Não é estranho um apaixonado pelo Btt ir à feira, ter ali uma prova do melhor que há no país, com reabastecimentos de luxo, resmas de geles, barras e outros produtos topo de gama da goldnutrition e não participar?
Imagina que trazia de lá 100 geles e 100 barras, a 1 euro cada uma são 200 euros. É muita massa, dava para pagar a inscrição e o gasoleo para se deslocar até lá.
Quando tivesse o burnal cheio, metia-se à estrada, porque continuar a prova com aquele peso todo atrás das costas!...coitado não é...?, mas não é nada a que não esteja habituado! ...naquele dia que transportou uma abóbora e e 2 courgettes XXL....e lá foi...!!

-Miguel, temos que juntar isto tudo porque já dá para um best seller!

-Acho que é mais registofobia. Já viste o que é ele ficar atrás de um tosco que nem pedais de encaixe tem e que na melhor das hipóteses anda 2/3 vezes por semana (Domingos incluídos), e apenas nesta altura do ano? Era a maior das vergonhas!!...! Sim, registofobia, pois os dados vão ficar registados e não há cá conversa de arrancar 10 minutos depois e recuperar 50 km. Sabes o que eu acho? O Verão acabou e as férias também. É fácil ficar um mês a andar todos os dias a preparar-se para os passeios aqui à porta de casa, enquanto outros ficam parados às 3 e 4 semanas de cada vez. Em que poucos prós (ou nenhuns) aparecem neste passeios, mas quando o tempo para treinar acaba, aparece a registofobia. Já viste se os prós aparecessem nestes passeios? Como é que eu chegava em 11.º em Lourel a 5 ou 6 minutos dos primeiros? Se a grande maioria dos participantes fossem prós a participar, eu ficaria nos últimos 20% e ele também. Agora vir com tretas. Ele que apareça em Santarém, pois é a prova rainha, e aí pode tirar todas as dúvidas, e pode comparar-se com todos. Acho melhor mudarmos a conversa para as nozes...

-Se arranjares compradores para o livro, eu faço a compilação e edito-o...
-Em vez de ser um livro, pode ser um folhetozinho para ser distribuido aos participantes no próximo passeio de Cabriz!
-Isso não, senão pedem para acabar com o clube de fãs! E esse veio para ficar :-)

terça-feira, 19 de julho de 2011

VOLTA A MAFRA EM BTT 2011

Acabadinho de chegar de mais uma aventura em Btt pelos trilhos da REGIÃO SALOIA....
A dureza do percurso é um icon que atrai a este prova, na Cachoeira, um grupo de amantes de percursos com um grau de dificuldade elevada, o que torna este passeio muito selectivo.
Foi a minha segunda participação neste passeio pelos trilhos da Região Saloia que mais uma vez foram criteriosamente escolhidos pela organização para proporcionarem aos verdadeiros amantes do BTT, um dia memorável.

Por tradição este passeio junta caracteristicas unicas muito marcantes, do agrado de todos os que participam anualmente neste evento.

Os que viveram a experiencia em anos anteriores desejam continuar a estar presentes, os que vêm pela 1ª vez sentem vontade de repetir a experiencia.

Parabéns aos Saloios à Descoberta, por mais este magnifico dia. Ver mais

terça-feira, 5 de julho de 2011

V PASSEIO BTT TERRA AGRESTE

O 5º passeio btt terra agreste foi demais.
A selecçÃo dos trilhos foi rigorosa, exceptuando as zonas de ligação, quase que não houve asfalto, singles tracks quase exclusivos desta prova, o que revela um grande esforço e profissionalismo da equipa que planeou mais uma vez este evento, que começa a ser um classico, que este ano esteve ao nivel dos melhores!
De resto, foi uma manhã bem passada.
Como terminei a prova um pouco antes das 11h30 e vinha a disfrutar à brava, por mim podiam ter acrescentado mais alguns quilómetros de prazer ao passeio.
Agreste significa do campo, rústico e rude, desagradável, bravio, inculto, que não se adapta à domesticidade, áspero, camponês.
O trilho escolhido fez juz ao nome da organização. Parabéns a quem fez a seleção do percurso. É disso que os verdadeiros amantes da modalidade gosta, quanto pior melhor. Para o próximo ano pode ser no minimo igual, preferencialmente mais algumas paredes para trepar. A dureza do percurso poderá ser uma imagem de marca que pode trazer mais participantes. E quem sabe no futuro, este passeio de btt vir a ter uma dimensão nacional com mais patrocinios e toda a envolvente que outros eventos deste tipo já possuem. Parabéns

FESTAS DA MIUZELA 2011

Não havendo uma festa comunitária, vão crescer ainda mais as comemorações particulares. Não faltarão pretextos para se fazer uma boa farra. À festa dos Antónios, Maneis, Joaquins, Marias, dos de 55, 56, 57,58 e por aí a fora, já festejadas no ano passado,... este ano juntaram para já a festa dos homens. Claro que as mulheres não vão querer ficar atrás, estarão já neste momento a congeminar a sua festa, para ser anunciada a qualquer momento. Com alguma coordenação é possivel haver no mês de Agosto não uma, coma havia no passado, mas sim aí umas 31 festas, isto se não houver dias com duas. Como a criatividade é coisa que não falta aos Miuzelenses, vão surgir ainda aquelas espontaneas que nascem do quase nada...e se fossemos beber um copo à minha adega..., e se fossemos até à Côa comer uma churrascada...eu levo uma galinha, diz um...eu levo um garrafão diz outro...eu levo a viola acrescenta logo outro. E assim se irão multiplicando as festas, germinando quase como cogumelos. Parece-me que ainda vai sobrar tempo para fazer a festa dos outros (festa da Cerdeira, Badamalos, etc.). Não há motivo para cair em desanimo: VIVA A MIUZELA E DIVIRTAM-SE!
Por: António Gonçalves

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MAIS UM DIA DE LOUCOS NO BTT

Mais um dia de loucos no BTT. Hoje participei na volta ao concelho de Mafra em BTT. Organizada pela Cachoeira, esta prova tem fama de ser uma das mais violentas do país. Até à praia de Ribeira d´Ilhas (50 e tal km) senti-me sempre bem. No regresso a Cachoeira (gosto deste nome) é que paguei a factura. A partir dos 75 km +/-, os nutrientes simplesmente deixaram de surtir efeito. O desgaste físico em crescendo deu cabo de mim. As subidas aos topos dos montes característicos da morfologia do terreno do concelho de Mafra eram intragáveis. Nas descidas onde pensava recuperar algum fôlego, também elas eram quase impraticáveis. A certa altura do percurso marcava no meu ciclómetro, 97Km. Com ar de satisfação perguntei a um velho, que se encontrava na berma do trilho, se faltava muito para chegar à Cochoeira. A resposta não podia ser mais desanimadora. Simplesmente referiu que não conhecia tal terra, mas que tinha ouvido falar que ficava lá para os lados de Torres Vedras. Teoricamente e na minha cabeça faltariam apenas 8km, uma vez que tinha sido divulgada pela organização uma distancia de 105Km. Lá continuei no meu calvário até à tal terra que nunca mais aparecia na linha do horizonte. Não sou de virar a cara às dificuldades nunca passou pela minha cabeça desistir. A certa altura podia ter ingerido mais alguns suplementos energéticos. Não o fiz, porque o que me apetecia mesmo era comer umas bifanas e beber umas cervejolas quando chegasse. Quis manter o meu estado de faminto por bifanas, para me saciar na CACHOEIRA. O que veio acontecer passado mais de nove horas e cerca de 120km depois de ter partido.
Preciso urgentemente de um GPS, para não depender de ninguém e fazer a minha corrida. Bem-hajam ao Paulo ao Tiago e ao Nuno, porque sem eles teria chegado mais tarde. Ou à hora que estou a escrever esta crónica ainda andaria por montes e vales à procura da dita terra. Mas foi também graças a mim que o ritmo foi mais suave, e puderam chegar mais tranquilamente à Cachoeira.
Prometo à minha mulher e aos meus filhos, voltar a montar na minha burra só de amanhã a 8 dias. Peço-lhe compreensão por ter passado mais um dia fora da família. Mas tenho que fazer aqui uma revelação: esta adrenalina também me faz falta!
Até à próxima.

LUGARES E PESSOAS COM HISTÓRIAS

A Quinta da Vancemelha, graças ao labor do Zé Prata, tornou-se nos últimos anos num local de culto e de peregrinação frequentado por muitos.
Nesta última Páscoa e à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, lá fui mais uma vez até à Miuzela.
Num dos passeios a pé que habitualmente realizo com a família pelas ruas da terra, cruzei-me com o Zé. Vinha ele da sua Quinta, conduzia habilmente o tractor com a mão direita enquanto a esquerda segurava cuidadosamente a sua inseparável cadela, guardiã fiel dos bens do seu dono. Logo que me avistou à distância abrandou a marcha da máquina para que pudesse parar em segurança junto de nós. Iniciei então a saudação manual da praxe. De imediato e evidenciando uma rapidez de reflexos invejável, o canídeo respondeu-me com ar ameaçador, por julgar que o seu dono corria riscos. Depois das coisas terem acalmado entre mim e cadela, após uma breve conversa para confirmar que estava tudo bem entre nós, o Zé serenamente, com o humor peculiar, o que provocou em mim uma forte gargalhada, pediu-me para cumprimentar a múmia referindo-se a um amigo que o acompanhava imediatamente atrás, sentado no atrelado. O que fiz, sem aqui revelar o nome da personagem.
Naquela breve troca de palavras ficou o convite para eu passar na sua VANCEMELHA.
O Zé Prata é conhecido na urbe afectuosamente pelo Zé Pinguinhas. A Quinta da Vancemelha é um local paradisíaco, onde o Zé acolhe a todos com a sua grande generosidade, simpatia e reconhecida hospitalidade. A portaleira para quem passa no serro, está sempre aberta. Poucos são aqueles que não conhecem a Quinta do Zé Pinguinhas.
Passados alguns dias, enquanto a Matilde a Carolina e o Francisco apanhavam marujas na lameira da quinta da Lurdes, aproveitei e por ser perto passei por lá.
Enquanto saboreávamos o precioso néctar dos deuses, falámos entre outras coisas, das vinhas e do vinho, disse-me por exemplo que estava preocupado com o futuro das castas genuínas, responsáveis pela identidade e sabor únicos do vinho da Miuzela. Referiu que está actualmente a plantar uma vinha nova com as tais que pertencem ao linguarejo popular e sabores da minha infância: bastardo, bastardinho, frogusão, rossete, alva, chasselá, etc.
O Zé Pinguinhas por ser assim, é também ele, um homem à frente do nosso tempo, numa altura em que a vinha da Miuzela está em risco de extinção, é espantoso ele querer preservar as castas. É remar contracorrente, é querer preservar a história, não há muitos assim. Boa Zé!
E foi também de homens que falámos naquela bela tarde de Primavera, à Beira-Côa, concordámos que houve pessoas que marcaram a Miuzela. Eram os HOMENS DE PALAVRA, pela sua verticalidade, credibilidade, seriedade, sensatez e sentido de justiça evidenciados, era habitual naquele tempo serem escutados e procurados, frequentemente para dirimir conflitos sociais relacionados por exemplo com desentendimento em partilhas, colocação de marcos, etc.
A PALAVRA verbalizada era escutada pelas partes em conflito diminuindo a tensão entre eles. A sua mediação contribuiu e muito para o apaziguar das relações, enquanto aumentava a felicidade das pessoas.
Foi triste vê-los partir, não devia ter acontecido, criaram um vazio impossível de preencher.
Quantos são hoje os homens de palavra?
Um abraço Zé
Por : António José do Carmo Gonçalves